ideias trocadas


A controvérsia do déficit da Previdência

Reformas na Previdência sempre foram alvos de polêmicas, não só no Brasil (nos governos FHC, Lula, Dilma ou Temer), como também em diversos países do mundo, como recentemente na Europa.

Nações como Espanha, Alemanha e Suécia, p.e., fizeram mudanças em suas aposentadorias, especialmente na elevação da idade mínima. Lá, como aqui, surgiram muitas controvérsias.

Um dos pontos mais controvertidos das reformas no Brasil é da existência ou não de um déficit.

Os contrários à reforma argumentam que a Seguridade Social como um todo seria superavitária. Eles se baseiam especialmente no estudo da professora de Economia da UFRJ, Denise Gentil. Veja no link:

Os favoráveis contestam os estudos e dizem que a Seguridade Social já teria déficit, que tende a aumentar com o envelhecimento da população.

Em março, o Instituto Fiscal Independente, criado pelo Congresso, divulgou relatório em que defende a tese do déficit. Veja no link:

O envelhecimento da população parece ser o argumento central dos defensores das mudanças nas aposentadorias. Recentemente, o Ipea lançou estudo sobre a questão. Veja no link:

Há quem argumente que, mesmo sem déficit presente ou futuro, há distorções no sistema previdenciário que deveriam ser corrigidas, como grandes desigualdades entre as aposentadorias do setor privado, 70% no valor de um salário e teto de R$ 5,5 mil, e do setor público, que chegam a até R$ 28,5 mil. Veja no link:
Desigualdade é marca da Previdência no país

E ainda há a tese da necessidade de conter os gastos governamentais, aí incluídos os previdenciários, para ampliar a taxa do investimento público, pré-condição para a retomada do crescimento. Veja no link:

São questões complexas, que carregam além de diferentes visões políticas, aspectos técnicos que exigem conhecimento do tema. Um amplo debate é necessário, apesar da urgência de saída da crise com 14,5 milhões de desempregados.

PS.: Além do corte da despesa, uma reforma tributária progressiva também é necessária para melhor financiar o nosso Estado de Bem-Estar Social estabelecido pela Constituição de 1988.



Escrito por claudio de oliveira às 20h31
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